E muitos neurônios foram gastos, muitas lágrimas rolaram e nada de a resposta aparecer.
Mas será se existisse uma resposta ela bastaria a nós?
Não, é claro que não.
A partir dela faríamos um milhão de novas perguntas, muitas delas, por sua vez, ficariam novamente sem resposta.
Entre as respostas dos porques já passou pela minha cabeça um zilhão de coisas, entre elas:
*Essa foi a forma que o Universo encontrou para eu entender que não tenho controle sobre tudo
*Se a lei da atração realmente existe ela foi colocada em prática, pois desde sempre o meu maior medo foi não poder ter filhos
*No fundo, talvez eu não esteja pronta para ser mãe (Poxa vida, mas eu tenho CERTEZA que tô pronta)
*Para medir a união do casamento e até onde conseguimos caminhar juntos
*Para acreditar que existe um Deus, a quem tenho que me aproximar mais
*Porque, talvez, eu morra cedo demais e não seria justo deixar uma criança sem mãe. (Gente, juro que penso coisas ridículas como essas)
A primeira alternativa é a que eu mais me apego e acho que possa realmente ser verdadeira. Mas aí fico me perguntando....será que já não aprendi?! Eu aprendi sim...
E depois penso de novo e vejo que não aprendi nada, pois ainda sofro com a enorme ansiedade e não consigo deixar o tempo rolar.
O marido é taxativo. "Não precisa ter um motivo. Apenas aconteceu", ele diz sereno. "Agora precisamos correr atrás e logo logo teremos nosso filho", completa.
Como ele consegue?! Lógico que ele tá certo. Tento ser igual, pensar de formal clara e prática. Mas a frustação me impede de enxegar.
Não aceito. É isso. Não aceito que isso esteja acontecendo comigo. Não me julgo melhor, nem pior que ninguém. Mas acho que não mereço isso. Eu me preparei tanto tempo antes. É um bebê tão querido e amado mesmo sem existir.
Quando começo com essa ladainha isso vai longe... e uma emoção puxa a outra e depois vou me sentindo tão fracassada, que tenho dó de mim mesma.
Dura um momento. Depois levanto, sacudo a poeira e tento seguir em frente da forma que conseguir.
Vislumbro um futuro com meu bebê. Imagino-me com ele, na minha casa. Apesar do medo, existe uma certeza que um dia ele virá.
Parece uma viagem que planejamos muito. Temos a impressão que não vai chegar nunca....mas sabemos que um dia vai dar certo.
MAS, sempre existe um mas....
Mas tenho receio que esteja me iludindo. E mal saiba todos os contratempos que ainda virão.
Mês que vem fará um ano de tentativas. Mas mesmo antes das tentativas já queria muito o bebê. Só não parei a pílula porque queria ajeitar tudo na minha vida antes da chegada do bebê.
Relendo as postagens do meu blog vi o quanto iludida estava no início. Triste, mas confiante de que em poucos meses tudo se resolveria.
Temo ter o blog com essa mesma temática por anos a fio.
Porque? Porque?
Nunca saberemos...
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